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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4182      Atualização: 26/09/2007

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  12/09/2006
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QUAL É A HORA CERTA PARA CURSAR UM MBA?

As ofertas são muitas, mas nem sempre esse é o melhor curso para você

QUAL É A HORA CERTA PARA CURSAR UM MBA?As pressões do mercado, pela aquisição de conhecimento, são tão grandes, que, antes mesmo de terminar a faculdade, o jovem já pensa em fazer uma pós-graduação e, até, um MBA. Parece que, quanto mais diplomas e certificados ele tiver, melhor para sua carreira. Por conta disso, os cursos de pós lato sensu se espalharam pelo país rapidamente. Em seguida, vieram os de MBA que, desde 2000, proliferam sem controle. Em 2002, essa invasão já era sentida pelo setor e a reação foi marcada pelo início de discussões pertinentes que culminaram com a criação da ANAMBA - Associação Nacional de MBA, em junho de 2004. Ainda não há dimensão real desse setor, mas não vai demorar muito para que possamos conhecê-lo melhor. O INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e a SESU - Secretaria de Educação Superior concluíram uma grande pesquisa sobre os cursos de pós-graduação lato sensu no Brasil, que deverá ser divulgada a partir de novembro e que, certamente, inclui dados sobre os MBAs. Assim, as três letrinhas que resumem o nome do curso de Master Business in Administration tornou-se sinônimo de cursos de pós de todo nível. "O início dos MBAs no Brasil foi muito bom porque a intenção era oferecer estruturas semelhantes a dos MBAs do exterior", conta o prof. Tharcisio Bierrenbach do Santos, coordenador do MBA Executivo da FAAP. "Mas, a partir de 2000, o efeito do marketing tornou a maioria dos MBAs inadequada, com qualidade duvidosa e duração curta e isto é impossível! Os cursos da FAAP têm, no mínimo, 507 horas/aula, presenciais". Essa situação se desencadeou a partir da fama que o MBA tinha no exterior e foi reforçada pela sua classificação entre os cursos de pós. Por aqui, o MBA geralmente não é mestrado profissional (salvo raras exceções como o curso da FGV), mas, sim, uma pós-graduação lato sensu, ou seja, que não passa pela avaliação do MEC - Ministério da Educação e da CAPES - Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior para sua implantação. Isso possibilita grande diversidade de temas, de grades curriculares, do corpo docente e da carga horária. Pra se ter idéia, muitos são os cursos de MBA com carga horária semelhante à de qualquer especialização: cerca de 360 horas/aula (geralmente, os MBAs não têm menos do que 500 horas/aula). Mas isso pode mudar. A assessoria de imprensa da CAPES disse que ainda não há nada de concreto sobre este assunto, mas confirmou as informações da reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, em julho deste ano, sobre a possibilidade do MEC e da CAPES avaliarem e reconhecerem os MBAs, assim como acontece com os mestrados profissionais. E esse acompanhamento, se efetivado, não será obrigatório, ou seja, a adesão ao projeto será decidida por cada instituição. Segundo a matéria, apenas 5% dos mestrandos estão em cursos profissionais avaliados pela CAPES e o MEC quer chegar a 25%; além disso, há demanda por mestrados profissionais. Esteja, este estudo, em andamento ou não, neste momento - afinal, há tantos projetos a executar e o ano ainda é de eleições! - o que importa é que a notícia foi muito bem recebida por algumas instituições, como é o caso da Business School. "Tudo que limite a abertura de novos cursos de baixa qualidade, nós apoiamos", diz Carlos Tasso Eira DeAquino, diretor acadêmico da instituição. "Se isso for feito pelo MEC, nós vamos aderir com o maior prazer porque a FAAP é sempre muito bem avaliada e só pode aplaudir essa iniciativa", confirma o professor Tharcisio Bierrenbach dos Santos, coordenador do MBA Executivo da FAAP. E você? Em meio a tão grande e variada oferta, já pensou em fazer um curso de MBA? Avaliou bem seu objetivo? Sabe quando é o melhor momento para aprender a ser um Mestre em Administração de Negócios? E, se há tantos cursos, com características tão diferenciadas, como avaliar e escolher o melhor? Critérios (muito) bem estabelecidos As características muito peculiares dos cursos de MBA MBA é um curso caro - se comparado com outros cursos de pós -, com carga horária que geralmente não fica abaixo de 500 horas/aula (pode chegar a 700 dependendo do curso) e cujos professores são - na maioria - mestres e doutores. Este é o retrato simplificado de um MBA, mas já deu pra notar que, aqui, a coisa é muito séria, não? "Quando você procura um MBA, não dá pra ficar comparando preço, nem querendo o mais barato. Se for assim, é melhor fazer uma especialização", explica Mario Pascarelli, coordenador do MBA Empresarial da FAAP. "Para a realidade brasileira, pode ser um curso caro, mas não tem jeito porque ele oferece um conteúdo profundo que exige uma quantidade de horas dedicadas acima da média (aulas presenciais e outras atividades extra classe)". E Bierrenbach, da mesma instituição, complementa: "a menor carga horária do MBA Executivo é de 507 horas/aula, mas é a hora do relógio, de 60 minutos, e não a hora/aula de praxe, de 50 minutos!". Aqui, um comentário: o MBA da FAAP está dividido em três núcleos: o Empresarial, o Executivo e o Setorial. Este último é administrado pela Faculdade de Artes Plásticas e "abriga" os cursos de MBA de Gestão do Luxo e de Gestão Estratégia de Moda. Além disso, os professores são altamente gabaritados: no MBA Empresarial da FAAP, 70% são mestres e doutores; já no Executivo, 80% são titulados, sendo que 70% desses são doutores. No caso da Business School, também de São Paulo, 88% do corpo docente é formado por mestres e doutores. "Hoje, qualquer instituição séria exige mestrado, no mínimo, mas claro que não há interesse em deixar de fora os profissionais do mercado que não têm formação acadêmica porque eles trazem outra visão para o curso", ressalta DeAquino. Mas o melhor mesmo é quando o professor mescla as duas habilidades: a formação acadêmica e a profissional. "O mais engraçado é quando falamos de nossas titulações quando nos apresentamos para a classe e um aluno pergunta E você trabalha?", conta Pascarelli, da FAAP. "A experiência de mercado é imprescindível, de preferência numa área pertinente à disciplina dada. A prática é salutar". Bierrenbach vai mais adiante: "Nossa grade curricular inclui assuntos pertinentes a uma formação de nível muito elevado como Gestão de Pessoas, Gestão Estratégica, Finanças (em larga escala, que inclui administração de carteiras de investimentos, entre outros temas), Marketing e Produção. E aqui vale uma observação especial: o lite motif dos nossos cursos é a Estratégia de Negócios porque, sem estratégia, não se vai a lugar nenhum". Os materiais e as atividades extra-classe são um capítulo à parte na estrutura dos MBAs. Além da inclusão de uma seleção criteriosa de livros que são oferecidos aos alunos, impressos constantes e variados também adicionam informação. No caso do MBA da FAAP, os alunos ainda contam com um portal específico, independente do site da instituição, para maior aprofundamento e troca de informações. E Bierrenbach comenta: "Acho um absurdo que alguns MBAs considerem, em sua carga horária, atividades como uma visita a uma empresa, uma palestra extra e até a avaliação dos trabalhos. Para nós, a carga horária representa somente a quantidade de horas dedicadas às aulas presenciais". O perfil ideal de aluno Você preenche todos os requisitos para estudar num MBA? Se você não tem experiência de, pelo menos, três anos no mercado, deixe a idéia de fazer um MBA de lado. Esta é uma exigência da maioria dos bons cursos. "Se o aluno não tiver, pelo menos, três anos de atuação num cargo de gerência intermediário ou supervisão, não terá o que trocar com os colegas e com os professores", ressalta Bierrenbach, da FAAP. Dessa forma, fica mais fácil o intercâmbio de idéias e também o constante networking. Mas este é apenas um quesito. Análise de currículo (para verificar sua experiência e trajetória), testes (que não são necessariamente reprovatórios, mas dão subsídios do nível da classe), além de entrevistas (no caso do MBA Executivo são duas, realizadas por professores de áreas distintas) são outros recursos utilizados pelas instituições no processo de seleção. "Não há nada que substitua o olho no olho", garante Pascarelli. "Ao vivo, é possível comprovar o que foi dito no papel, além de identificar a real desenvoltura do candidato. É possível identificar, também, se ele não é um para-quedista, ou seja, se está ali porque MBA está na moda ou porque o amigo faz ou, ainda, porque a empresa mandou". Nessas entrevistas, é muito comum que os educadores envolvidos na seleção dos candidatos os orientem para outros cursos, como os de especialização. "A maioria dos candidatos não tem nível compatível com o curso", lamenta Bierrenbach, que faz uma revelação contundente. "No começo do ano, tivemos 650 candidatos para 40 vagas, mas só preenchemos 36. No meio do ano, a procura é sempre menor; mesmo assim, foram 250 candidatos para 40 vagas e só conseguimos aprovar 29 alunos". E mais: quem pretende fazer um curso de MBA deve ter ciência de que vai ler muito (de forma inimaginável) e que deverá acostumar-se à reflexão constante. "Não existe MBA frouxo! Portanto, o aluno tem que estar a fim de estudar pra valer!", enfatiza Bierrenbach. Proficiência em inglês, nem é preciso comentar, certo? Obrigatória. Faça a escolha certa O que não pode faltar na sua pesquisa sobre os cursos Antes de qualquer coisa, você deve responder a uma pergunta: Por que você quer cursar um MBA? Qual o seu real objetivo? Isso tem que estar muito claro pra você. Inclusive porque a dedicação exigida não é pequena. Você deve estar a fim de abrir mão de alguns momentos de sua vida pessoal e de se dedicar ao aprofundamento no conhecimento adquirido. A informação estará toda ali, à sua disposição, e o que fazer com ela é decisão sua. E vai pagar muito caro por isso. Quando isso estiver claro para você, o próximo passo é escolher o melhor curso. E isso é possível desde que esteja disposto a investigar. Nossos entrevistados são as dicas: - o nome da instituição já diz muito. Se for conhecida e reconhecida, avance para o item seguinte. Mas se, mesmo assim, quiser ter mais garantias, "investigue as avaliações de seus cursos de stricto sensu na CAPES. Se forem boas, certamente a instituição tem bons cursos de lato também", garante Luís Arthur Brito, coordenador de Mestrado Profissional em Administração, da FGV-SP; - a carga horária é outro item importante. Desconfie de MBAs com 360 horas/aula. Como você viu aqui, os mais expressivos beiram as 500 horas/aula; - analise o corpo docente: quem são os professores? A titulação é importantíssima: quantos são doutores e mestres? Quando têm experiência no mercado e de que tipo? - analise o programa do curso, a grade curricular. Converse com o coordenador do curso e peça para que ele o apresente, em detalhes. "O tête-à-tête é superimportante porque você pode obter informações valiosas já que a oportunidade possibilita perguntar e investigar", garante Pascarelli, da FAAP; - visite as instalações: elas revelam o tipo de ambiente e também as ferramentas de que dispõe o curso; - saiba qual o tamanho da classe, não fisicamente, mas em número de alunos. "No MBA Executivo, não temos mais do que 20 alunos porque, com mais do que isso, não dá tempo de trocar, de enriquecer as discussões", diz Bierrenbach, da FAAP; Com todas essas informações devidamente investigadas, responda: O curso preenche suas exigências? É o que você realmente quer? Tem sinergia com seu plano de carreira. Se sim, go ahead! E o professor Tharcisio Bierrenbach finaliza: "Não fique pensando se o curso é barato ou caro. Dinheiro a gente sempre arruma, mas o tempo, se mal aplicado, é uma perda definitiva. Então, pense nisso antes de decidir fazer um MBA". Fonte: Portal Universia



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