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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4183      Atualização: 26/09/2007

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 UniFIAM FAAM DIGITAL

  18/09/2006
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POR QUE INICIAÇÃO CIENTÍFICA?

Mais do que tratar de pesquisa, programa amplia visão de mundo

POR QUE INICIAÇÃO CIENTÍFICA? Encontrar um novato no ambiente universitário que saiba dizer o que é Iniciação Científica, e mais, que queira, logo de cara, se envolver com um projeto como esse, embora não seja missão das mais simples, já não é uma tarefa impossível. É verdade que, durante muito tempo, o nome transmitia - ao menos aos mais descolados - a imagem de um mundo estranho e restrito apenas aos nerds do terceiro grau. Em alguns casos, até os filmes costumavam reforçar tal teoria. Hoje, porém, a Iniciação Científica aponta sinais de amplo crescimento no ambiente universitário, provando que está muito longe de ser um clubinho fechado para a formação de futuros cientistas malucos. No último mês de agosto, especialistas do Brasil inteiro se reuniram para discutir a Política Nacional de Iniciação Científica e apresentaram estatísticas de um crescimento expressivo. Para se ter uma idéia, só o Pibic/CNPq (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) saltou de 12.984 alunos, em 2002, para 17.958, neste ano de 2006. O número de instituições participantes também teve evolução significativa no período, passando de 118 para 217, com uma melhor distribuição regional e crescimento mais acelerado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Especialistas defendem que os resultados são muito positivos para o País, destacando que a Política Nacional de Iniciação Científica desponta como modelo de qualidade internacional. Além disso, revelam que há um incentivo para cada vez mais jovens se envolverem com Ciência, garantindo não só o desenvolvimento científico e, por consequência, o avanço do Brasil, mas seu próprio crescimento profissional e pessoal. "Quem faz iniciação científica, sem dúvida, está um passo à frente em relação à visão de mundo. Sem contar o que se ganha em termos de organização pessoal", reforça o chefe do departamento de pesquisa da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), Rogério Corrêa. Mas será mesmo? Durante muito tempo, a idéia que se difundia sobre a Iniciação Científica era a de que seu único objetivo seria formar pesquisadores ou docentes universitários. O próprio presidente do CNPq, Erney Camargo, já declarou que apostar na Iniciação Científica ainda é o caminho mais curto para que o jovem ingresse na carreira de pesquisa acadêmica ou docência. Apesar disso ser uma constante, é fato que o horizonte está cada vez mais amplo. Ao contrário do passado, estudantes interessados em exercer sua profissão, sejam médicos, biblioteconomistas, psicólogos ou fisioterapeutas, já podem optar pela Iniciação para contar com uma experiência a mais na carreira, além do estágio. Tanto é que, hoje, até mesmo os pró-reitores de pesquisa de grandes instituições de Ensino Superior reconhecem que a aplicação do conhecimento adquirido durante o programa, ainda na graduação, não se limita apenas à carreira acadêmica. Segundo o pró-reitor de pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Daniel Pereira, não há dúvida que a atividade seja de extrema relevância no sentido de uma melhor formação dos estudantes e de sua atualização dos conceitos associados à Ciência, mas ela se torna diferencial ao passo que confere ao jovem a oportunidade de ver como se aplica o método científico, além de incentivar com que ele participe de congressos e eventos que promovam discussões e reflexões sobre sua área de estudos e sua futura área de trabalho. "Dificilmente você encontra estudantes que participem de eventos e congressos sobre sua área de atuação. Isso é amplamente incentivado na Iniciação Científica e tem grande valia para a formação profissional", destaca o pró-reitor. O presidente da Conaic (Comissão Nacional de Avaliação de Iniciação Científica), Isaac Roitman, acredita que é um erro dizer que o programa serve apenas para formar recursos humanos para o universo acadêmico. Em sua opinião, este tipo de programa amplia a visão de mundo do estudante, influenciando, inclusive, sua forma de atuação no mercado de trabalho. "A Iniciação não se propõe, apenas, a desenvolver o universitário a fim de formá-lo um futuro cientista ou professor. Ela melhora seu rendimento em sala de aula, ajuda o aluno a se organizar e se concentrar melhor, fatores que podem ser diferenciais competitivos no seu trabalho, além de desenvolver o espírito crítico e a criatividade, que também são benéficos para qualquer profissão", defende. O chefe do departamento de pesquisa da Univali acrescenta que a pesquisa na Iniciação Científica - por se tratar de um instrumento de formação e de qualificação - confere ao estudante uma formação diferenciada, ensinando-o, entre outras questões, a ter mais destreza para enfrentar desafios, uma vez que se verá obrigado a lidar e driblar situações inesperadas. "Nem sempre tudo sai conforme o planejado. E aí? Este estudante terá mais facilidade para enfrentar dificuldades e eventuais desvios de percurso para finalizar seu projeto. Isto lhe dará mais maturidade e confiança emocional, características que também são determinantes para o sucesso profissional", revela Corrêa. Fora isso, defendem especialistas, ainda na graduação, a Iniciação Científica pemite uma troca de experiências com o professor que não é tão estimulada em sala de aula. Assim, o aluno tem a oportunidade de "sugar" ainda mais o conhecimento do mestre aprendendo como aplicar isso em seu dia-a-dia. "Durante a aula, a gente sabe que nem todos os alunos conseguem tirar suas dúvidas com o professor, pedir conselhos, dicas de leitura, entre outras questões que são fundamentais para enriquecer seu aprendizado. A Iniciação Científica pode suprir esta deficiência", diz Roitman. O pró-reitor da Unicamp complementa que se trata de uma alternativa para entender o que é método científico, como aplicá-lo e obter bons resultados. "É uma oportunidade dos estudantes verem, na pática, como se aplica o método científico e participar de um ambiente de investigação logo nos primeiros anos da graduação." Desde o segundo ano da graduação fazendo Iniciação Científica, o estudante de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Maurício Durigan, 21 anos, (foto à esquerda) não tem dúvida sobre as vantagens de ter investido no programa. Ele conta que se sente muito mais seguro para apresentar projetos, já que a todo momento é obrigado a mostrar o resultado de seu trabalho para professores e colegas, como também, se sente muito mais responsável. "Não posso simplesmente não entregar na data estipulada ou simplemesmente deixar de fazer, como acontece com muito estudante da graduação. Aqui, meu compromisso é sério, existe toda uma equipe que conta comigo", pondera. Não é à toa que maturidade e responsabilidade são as principais características que Durigan acredita ter adquirido ao longo da Iniciação e que farão grande diferença em sua vida pessoal e profissional. Assim, embora ele diga que pretende seguir carreira acadêmica, também quer viver uma experiência na iniciativa privada, a fim de testar seu comprometimento com resultados, colocado à prova, a todo momento, durante a Iniciação. "Por enquanto, minha idéia é seguir carreira acadêmica, mas isso não quer dizer que não pretendo ter uma experiência na indústria. Hoje, com esta onda de preocupação com o meio-ambiente, há mais campo para os biólogos na iniciativa privada. Quero experimentar este desafio", conclui. Ao contrário de Durigan, a estudante de Música (Canto Erudito), Beatriz Benesi Emboaba Moreira, 20 anos (foto à direita) - também da Unicamp - diz que não pretende seguir carreira acadêmica. Para ela, a Iniciação Científica não se resume a direcionar o estudante para esta atuação, trata-se mais de uma oportunidade de enriquecimento acadêmico e de aprofundamento. "Sem dúvida, eu recomendaria a Iniciação Científica para os estudantes de graduação. A metodologia e o cronograma do projeto ajudaram a tornar meu estudo mais objetivo", afirma. Fonte: Lilian Burgardt - Portal Universia



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