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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4182      Atualização: 26/09/2007

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  03/06/2007
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O PALAVRÃO EM POUCAS PALAVRAS

Crônica do Prof. Edgard

O PALAVRÃO EM POUCAS PALAVRAS Ainda que alguns achem, digamos indecente, PQP! Como é melódica e criativa aquela música do palavrão, não? Já ouviram? Pois virou um sucessão nacional, disponível em todos aqueles sites mais curiosos da internet. Gostei. Aliás, depois de ter passado mais de 40 anos enfurnado em tudo quanto é redação de jornal, revista, emissora de rádio e TV e de agências de propaganda, onde até bom dia é palavrão, eu seria o último moicano ou Xucuru a reclamar. Xucurus, explico, formam uma tribo indígena lá dos lados do Pernambuco e das Alagoas. Eu mesmo carrego sangue Xucuru e com muita honra. Voltando ao ponto, acho que o palavrão é uma coisa absolutamente necessária, especialmente nos últimos tempos, tanta safadeza esses políticos nos aprontam. Fora o Corinthians, como sempre, um caso à parte. Para mim, melhor que aplaudir o Pavarotti cantando ?Nessun Dorma?, por exemplo, é dizer um alto e sonoro: ?PQP!? Um árbitro que anula um gol legítimo da gente, aos 45 minutos do segundo tempo, merece um F. da P. incontido e gritante.E tome outro PQP altivo e sonante diante da grandiosidade da vermelhidão de um sol poente numa tarde de outono. PQP mesmo, não tem coisa mais apropriada para se dizer. Acho que, diante dessa maravilha, até os mais pudicos e os mais contidos sentem na alma a necessidade de dizer todos os PQPs da alma. Para o seu bem, aos poucos, ainda haverão de se soltar e gritar. Engraçado como o mundo vai mudando suas atitudes. Não faz muito tempo, um articulista de um grande jornal dos States usou um F..., com reticências, porque não podia escrever aquela palavra, F..., hoje quase usual e costumeira. Digo quase porque ainda não se pode falar a dita cuja em qualquer lugar. Pois naquele tempo deu um bolo que vou lhes contar. No entanto, mais recentemente o grande Millôr Fernandes escreveu e publicou uma puta crônica (desculpem, mas o puta é imprescindível) falando sobre a necessidade do uso da tal palavra tão condenada no passado. Quem leu deve ter lavado a alma, tal a leveza e a sutileza do texto. Realmente, dizia Millôr, tem horas e quase sempre, a palavra é absolutamente necessária. O texto era F... mesmo! Outro cara (desculpem o cara, porque ele também é o "cara"), Carlos Heitor Cony ensinou como dizer um palavrão legal, sem ferir suscetibilidades. Para dizer o que queria, usou o tal do alfabeto dos aeronautas ou radioamadores, sei lá, onde, para se dizer a letra P se diz Papa; para se dizer a letra U, se diz Uva; para se dizer a letra T, se diz tango e para se dizer a letra A se diz Alfa. Ele escreveu, então as palavras Papa, Uva, Tango e Alfa. Na verdade o que ele fez foi juntar as primeiras letras de cada uma dessas palavras para chegar a um sonoro e delicioso puta, que se transformou na expressão mais correta e necessária quando, ultimamente, se quer dar um tom de exclamação para alguma situação mais premente e necessária, coisa que eu fiz agorinha mesmo. Engraçado, enquanto escrevo, lembro as frases musicais da canção do dito palavrão que faz sucesso por aí. Sem ter a mínima noção de música, de fusas, semifusas, colcheias e semicolcheias que formam as tais estruturas musicais, cheguei à conclusão que a tal música pode ser utilizada perfeitamente como base para se cantar outros palavrões. Basta trocar um palavrão por outro. Se você já conhece a melodia, experimente fazer isso. De minha parte já decidi: daqui para a frente só vou xingar cantando. Legal, né? P.S.: Se você não conseguir a tal versão do palavrão cantado na internet, peça para o professor Arquimedes. Foi ele quem me enviou a cópia. Antes que o professor se queixe da indiscrição, cito o brilhante jornalista-escritor-professor Claudio J. Tognolli que serve como grande ensinamento: nunca conte nada nem mostre nada para um jornalista. Ele manda pra frente mesmo...



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