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  22/12/2005
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JORNALISMO PÚBLICO: O RECEPTOR COMO FONTE

A teoria de David Berlo às avessas

JORNALISMO PÚBLICO: O RECEPTOR COMO FONTE Horizontalidade do processo de informação. É essa uma das propostas do inovador jornalismo público, como mostra o artigo científico Jornalismo Público: O leitor como cidadão, do doutor em Comunicação Social Arquimedes Pessoni. O termo surgiu nos Estados Unidos em meio a uma grande crise dos veículos de comunicação norte-americanos. Os jornais impressos, emissoras de televisão e meios radiofônicos já não atingiam a população. O desinteresse por parte do público era enorme e o descrédito dos órgãos midiáticos aumentou sensivelmente.
Faltava aos veículos de comunicação o tato para falar diretamente com a população. Os conteúdos noticiosos não correspondiam o caráter de proximidade para com o povo, o quê fazia a informação soar um tanto quanto abstraída da realidade das pessoas. A mídia, que sempre havia funcionado como uma esfera pública se tornava obsoleta. A forma hierárquica na qual o processo de informação era realizado agigantava o declínio da participação dos cidadãos no âmbito político. Até mesmo, os profissionais da área entraram em conflitos. Afinal, qual era a serventia deles? Uma vez que o ambiente da mídia funcionava como um grande centro de debates da população e os jornalistas eram responsáveis pelas informações anunciadas, mas esse modelo dava sinal de falhas. A agenda setting dos meios de comunicação precisava mudar.
A crise que acometia a mídia estadunidense foi então estudada durante o período de eleições. A nova proposta foi utilizar o receptor como fonte, sujeito da ação, ou seja, houve a inversão do tradicional modelo de processo de comunicação do teórico David Berlo. Nele, Berlo defende que, o emissor transmite a informação através de um canal até chegar ao seu destino, o receptor. A fonte pode obter algum retorno do recebedor, o chamado feedback. Outros conceitos são abandonados, como o da agenda setting. Os veículos já não ditavam sobre o que pensar e como pensar sobre o assunto. A situação era inversa, os cidadãos selecionavam os assuntos que gostariam de discutir e se informar. Os antigos preceitos norte-americanos de democracia na área jornalística foram retomados e a população tinha voz novamente.
Essa nova forma de se fazer jornalismo, por muitas vezes, vai de encontro com o jornalismo comunitário. Entretanto, uma linha tênue separa esses dois conceitos. O jornalismo comunitário pode ser considerado uma manobra política, com teor muito mais desafiador do que o jornalismo público.
Ao se fazer uma análise dessa nova área dentro dos veículos de comunicação no Brasil, o jornalista responsável pelo setor de informação e propaganda do Partido Popular Socialista de Porto Alegre, Marcos Bernardi afirma que, "Num país onde a maioria das televisões e rádios públicas surgiu no período da Ditadura Militar e, ainda hoje, suas direções são definidas pelos eventuais governos, fica difícil falar de jornalismo público no Brasil. Claro que houve uma tentativa com a abertura democrática de se fazer um jornalismo mais sério, principalmente, em canais como a TV Cultura, de São Paulo". Já o professor universitário do UniFIAMFAAM Walter Lima comenta, "O termo é novo no Brasil, mas existe nos EUA e Europa há mais de 20 anos. A imprensa brasileira está mais atenciosa com os seus lucros".
Abordando a situação atual, Bernardi diz que o modelo de jornalismo público ideal é o da BBC, emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido. "Com recursos próprios a BBC define sua direção e contrata os profissionais que considera os mais qualificados, sem ter que alugar a sua linha jornalista para os governantes do momento. A BBC é uma organização independente que serve o público acima de tudo o resto". Pode-se afirmar que o movimento de jornalismo público não se consolidou ainda, nos próximos anos a tendência é que essa nova área cresça. Para finalizar, Marcos Bernardi dá a dica para uma possível mudança no setor midiático brasileiro, "Acho que uma saída seria uma democracia radical com o acesso da população aos meios de comunicação (...) o que demanda uma verdadeira revolução no atual modelo de comunicações praticado no Brasil".
  Autor:   (Isadora Scorza)


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