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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4182      Atualização: 26/09/2007

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 UniFIAM FAAM DIGITAL

  17/06/2007
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JORNALISMO DE GUERRA

Guerra Fria - CIA - Espionagem - Meios de Comunicação

JORNALISMO DE GUERRA
Autores: Juliana Rigotti, Ery Requena, Juliana Artigas, Bruno Hanna, Tâmara Percinoto, Camila Zanetti, Juliana Arruda e Paula Regina
Colaboração : Profa Adriana Paone

"A Guerra Fria foi um período em que a guerra era improvável, e a paz, impossível." Raymond Aron

Durante a Guerra Fria o maior instrumento ideológico, tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética, foi a utilização da propaganda. Com o intuito de acabarem com o sistema de governo concorrente, os dois países usaram os meios de comunicação (rádio e televisão) e todas as formas de produção cultural (cinema e fotografia). Geralmente, os dizeres e imagens mostravam a superioridade do modo de vida de cada sistema, a fim de influenciar seus próprios cidadãos, o adversário e até mesmo as nações do Terceiro Mundo.

As duas partes envolvidas evitaram ao máximo um confronto direto, isso só acontecia por meio da veiculação da propaganda ideológica, que na maioria das vezes sofreu manipulação intencional. Essa influência sempre era feita de maneira indireta, nas notícias de jornais, rádios e televisão, nos filmes, nas músicas, na arte e na literatura. A informação tendenciosa sempre foi utilizada pela imprensa e pelos governos do mundo todo, a favor ou contra, determinados líderes políticos, grupos econômicos e etnias. Cada idéia, cada palavra era cuidadosamente escolhida para criar uma imagem positiva do seu país e negativa do inimigo, mesmo que para isso fosse necessário omitir informações ou manipulá-las.

No lado ocidental, os capitalistas destacavam que as facilidades tecnológicas estavam ao alcance de todos e que as pessoas tinham liberdade de opinião e direito de ir e vir. Filmes "hollywoodianos" retratavam a vida socialista controlada pela polícia política e pelo Partido Comunista. Já as propagandas socialistas afirmavam que os trabalhadores não precisavam se preocupar com emprego, educação e moradia; apontavam o mundo ocidental como decadente e individualista, no qual o capitalismo garantia apenas para alguns uma vida confortável, enquanto outros viviam na miséria.

A disputa entre os dois sistemas de governo possibilitou a conquista de novas tecnologias, o que acarretou o desenvolvimento da espionagem, prática desprovida de conceitos morais e éticos. Nesse momento, o mundo havia se tornado uma arena gigante, onde duas superpotências desafiavam-se mutuamente.

O cinema surgiu como um divertimento sem maiores pretensões, mas acabou se tornando um instrumento da propaganda ideológica. Vale ressaltar que um dos temas mais freqüentes nas "telonas" a partir da década de 60 é a espionagem. Cineastas americanos e europeus produziram aventuras, dramas e comédias com espiões dos mais diversos tipos. Um dos sucessos é a figura do super-espião James Bond. Seus filmes estão diretamente ligados ao período de tensão entre as superpotências, e dão uma idéia da importância do cinema no cenário da Guerra Fria.

As duas grandes agências de espionagem da época, a CIA (Agência Central de Inteligência) americana e a KGB (Comitê de Segurança do Estado) soviética treinavam agentes para atos de sabotagem, assassinatos, chantagens, mas principalmente para coletas de informação. A manipulação e a influência nos meios de comunicação também faziam parte das atividades dessas agências.

A CIA foi criada em setembro de 1947, a partir da assinatura do Ato de Segurança Nacional pelo presidente norte-americano Harry Truman. Enquanto a União Soviética já possuía uma imensa rede operacional montada pela polícia secreta, os americanos estavam despreparados nesse período turbulento da história internacional. No entanto, o desenvolvimento das técnicas de espionagem durante o período da Guerra Fria foi extremamente alto. Em pouco tempo a agência tinha um quadro de milhares de funcionários, a um custo anual de 5 bilhões de dólares.

Enquanto o FBI cuidava exclusivamente de assuntos internos dos Estados Unidos, a CIA desenvolvia ações no exterior, coletando informações sobre diversos países, aliados ou não, e realizando atividades de contra-espionagem. Criou também um departamento para operações secretas e trabalhos de guerra psicológica mundo afora.

O nível de interferência da CIA em outros países era representativo. Foram desenvolvidas ações em países da América Central (como Nicarágua e Cuba) e em diversos outros da América Latina, com golpes de Estado. No Brasil, a presença do serviço secreto americano pode ser percebida em 1964, no entanto não é correto atribuir todo o movimento e o golpe militar como responsabilidade da CIA.

Durante todos esses anos a CIA passou por situações que denegriram sua imagem, mas que não a fizeram perder seu prestígio. Com a queda do Muro de Berlim, o desmantelamento dos dois blocos econômicos e o fim das tensões entre as superpotências, as atividades de espionagem mudaram completamente sua natureza. Hoje, estão voltadas para as disputas comerciais e financeiras entre os grandes conglomerados capitalistas e para o combate ao crime organizado.

As histórias de espionagem da Guerra Fria abordam o lado obscuro dos fatos e levantam muitas hipóteses e dúvidas sobre questões que, provavelmente, nunca serão encontradas respostas. Já a comunicação é uma peça fundamental no desenrolar de guerras. Os meios de comunicação são utilizados como instrumentos na busca de hegemonia e controle da opinião pública mundial. Os exemplos vão além da Guerra Fria. O jornalista José Arbex Jr. afirma que a Guerra do Golfo foi retratada como uma "telenovela sinistra que prometia renovadas emoções no próximo capítulo". Para ele, a "cobertura "ao-vivo" do conflito consagrou definitivamente a espetacularização da notícia".

O KGB (Komitet Gosudarstvenno Bexopasnosti)
Comitê de Segurança do Estado

A Rússia sempre teve, uma polícia muito poderosa, sempre presente em todas as etapas da sua evolução social, independente do regime instituído. Com a criação oficialmente em 13 de maio de 1954 da KGB (Comitê de Segurança do Estado), principal agência de informação e segurança Soviético, sempre esteve preparada para atividades clandestinas, principalmente pelo fato da URSS ser um estado totalitário, sem opinião pública ou oposição e a quem prestar contas pelos seus atos, tornava a sua ação algo ilimitado.
Era um polícia política secreta que não tinha comparação mundial, devido ao fato de ser completamente diferente dos outros serviços especiais. Dispunha de 300 mil soldados da Guarda de Fronteiras, equipados com blindados, caças, barcos sendo uma força independente do exército.

Mas a atuação do KGB começa bem antes. Nos anos 20, 30 e até meados da década de 40 a NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos) envolveu-se em inúmeras conspirações e ações internacionais, como revoltas comunistas na China, terrorismos na Bulgária, a intentona comunista no Brasil, além de diversos assassinatos políticos dos quais o mais famoso foi o de Trotsky.

A principal arma do KGB era a sua rede de espião, espalhados por todo o mundo. A dimensão era tanta, que até mesmo o alto comando militar alemão estavam infiltrados agentes comunistas, responsável pelo fornecimento de informações preciosas, o que mais tarde acabou gerando a derrota alemã sobre o exército soviético em diversos conflitos.
Os espiões nas se limitavam apenas em assuntos de guerra. A organização estava dividida em cinco direções gerais. A primeira e mais importante, incluía a subdireção de agentes secretos (como mencionado acima); a subdireção científica e técnica, um serviço de contra-espionagem, serviço de ação e os chamados "negócios sujos" que era composto por: assassinatos, atentados, seqüestros, bombas [...] tudo para manter guardada toda e qualquer fonte de informação que possa ser útil para outras pessoas que não fazem parte do circulo da KGB. A segunda e terceira direção-gerais estão encarregadas da informação, vigilância e da repressão interna, toda e qualquer informação adversa deveria ser detida. A quarta e a quinta compunham a guarda da fronteira, escolas, lugares públicos etc. Enfim a KGB detinha o controle de diversas áreas.

Após o Pacto de Varsóvia KGB passo a operar dentro dos aparelhos de Estado e dos serviços secretos desses países, principalmente na imprensa e nas associações de trabalhadores. A central soviética de informação e espionagem torna-se a partir do momento de inserção nos meios de comunicação, uma sombra em todas as instâncias da sociedade.

Na década de 1960, a KGB envolveu-se numa grande campanha de desinformação promovida pelo governo militar brasileiro, utilizando-se de inúmeros simpatizantes que tinha na mídia escrita brasileira, além de empregar nesta missão agentes especiais Tchecos. Esta missão tinha o principal objetivo de ligar a derrubada do governo esquerdista do presidente João Goulart a uma trama arquitetada pela CIA.

Ainda na década de 60 o serviço secreto soviético também utilizou recursos para financiar movimentos "pacifistas" nos Estados Unidos e Europa, no mesmo instante que apoiava organização guerrilheiras e terroristas na Europa, América Latina e África.

Na década de 1980 a KGB esteve envolvida no patrocínio soviético à OLP (Organização de Libertação da Palestina), que se apossou de uma coleção de jóias antigas e moedas de ouro, roubadas de um Banco em Beirute, atingido por bombardeios na capital. O tesou foi trocado pelo líder da OLP, Yasser Arafat, por armamentos soviéticos, numa operação coordenada pela KGB. (jornal The Sunday Times, outubro 1995, citando documentos do Partido Comunista soviético).

Todos os conflitos realizados pela KGB, não seriam possíveis se não fosse a forte característica de espionagem que eles desenvolveram. Podemos citar que durante a guerra do Afeganistão, a KGB conseguiu manipular um grupo de guerrilheiros afegão. Sob a influência da KGB, este grupo rebelde teria dedicado a combater outros grupos de resistências, traindo seus lideres, e entregando aos seus aos soviéticos armamentos fornecidos pelos norte-americanos.

A KGB se tornou a "própria alma" do sistema soviético. No auge de seu império comunista, pós Segunda Guerra, a União Soviética era formada por aproximadamente 15 republicas que abrangiam um território de 22 milhões de Km², e uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Essa população composta por povos que falavam diversos idiomas e dialetos dos mais diferentes e seguiam as mais diferentes religiões existentes. A partir dessa diversidade cultural e diferentes formas de economia e históricas, só havia um partido político legalizado: o Partido Comunista. É claro que a ditadura de partido único só podia se manter à custa da mais feroz repressão.

Guerra do Vietnã

"O jornalismo é a informação de idéias, situações e fatos atuais, interpretados à luz do interesse coletivo e transmitidos periodicamente à sociedade, com o objetivo de difundir conhecimentos e orientar a opinião pública, no sentido de promover o bem comum." Luiz Beltrão

A Guerra do Vietnã foi uma das principais do século XX que teve início em 1964 e durou até 1973. Os Estados Unidos entrou na guerra sob o pretexto de um ataque norte-vietnamita a dois de seus navios enquanto patrulhavam o golfo de Tonquim, em Julho de 1964. Porém, o motivo real não foi esse, e sim que o ataque tenha sido uma ação do governo norte-americano usada como forma de intervir no Vietnã.

De acordo com alguns críticos, como por exemplo, o jornalista Clóvis Rossi, a televisão teve um papel significativo na guerra, com exibições dos combates e da crueldade dos militares americanos com os vietnamitas. Inicialmente, quando os EUA entrou na guerra, ajudando o Vietnã Sul, a população americana apoiou, entretanto depois que a televisão começou a mostrar o combate na íntegra, a crueldade e covardia dos militares americanos, a opinião publica mudou radicalmente, levando a um movimento interno para que os soldados americanos retornassem ao país.

Já outros pensadores discordam deste ponto de vista, defendendo que a televisão, assim como outros meios de comunicação, apenas reforçaram o que as pessoas sentiam em relação ao conflito, e o aumento da contestação contra a guerra foi por causa da natureza da própria guerra, principalmente pelo número de soldados norte americanos mortos em combate.

Mesmo com a presença inédita da televisão mostrando a guerra, as dificuldades para sua cobertura eram várias: - os equipamentos não possuiam o avanço tecnológico atual, a aparelhagem era pesada e precisava de, pelo menos, dois profissionais (o repórter e o cameraman), podendo chegar a três (duas pessoas para carregar a câmera), o que dificultava a mobilidade; - as condições do tempo que poderiam estragar o material e a lentidão com que as notícias eram passadas desde a sua produção no Vietnã até sua exibição nos Estados Unidos (chegava a demorar dois dias).

Por outro lado, o jornalismo impresso dispunha da mobilidade que os recursos telegráficos como o telex e os teletipos propiciavam, tornando sua produção relativamente mais rápida.
Nenhum outro acontecimento moveu tanto a opinião pública internacional nos anos 60 e 70 quanto a guerra do Vietnã. Pela primeira vez na história, as atrocidades dos campos de batalha foram exibidas no "horário nobre" das tevês: vietnamitas queimados por bombas de napalm, o fuzilamento de um rebelde pelo chefe da polícia de Saigon com um tiro na cabeça, o massacre de My Lai por soldados norte-americanos. Mais de um milhão de vietnamitas e 55 mil combatentes dos EUA morreram no conflito.

O Brasil, que vivia em plena ditadura militar, apoiou os Estados Unidos na guerra. Nessa época, a revista Realidade inovou e imprimiu características que até hoje inspiram repórteres no Brasil. Ao invés de se limitar aos personagens em destaque na mídia, a revista atribuía maior importância ao povo. Da mesma forma, proporcionava a seus repórteres liberdade para a escolha da pauta, sempre demonstrando preocupação em não reportar somente o factual. Com isso, Realidade procurava sempre fornecer um panorama contextualizado da atualidade.

Foi a Revista Realidade quem enviou o reporter José Hamilton Ribeiro como correspondente brasileiro na guerra do Vietnã. Hamilton Ribeiro em sua eterna missão de informar perdeu uma perna num acidente com uma mina terrestre, em 1968. "Eu estava sem a calça. A bota e um pedaço da perna esquerda, do joelho para baixo, foram arrancados pela explosão".

O repórter passou por hospitais improvisados, embarcou para o Japão e só depois chegou aos Estados Unidos, onde recebeu uma perna mecânica. Quatro meses após partir para o Vietnã, o correspondente retorna va ao Brasil andando. Hoje, José Hamilton é repórter do Globo Rural, da TV Globo.

Atualmente no jornalismo existem duas coberturas de guerra, a primeira guerra é a real, com mortes e violências, e a segunda é a que a mídia apresenta, para a população acompanhar. Por conta das novas tecnologias a "segunda guerra" é mais complexa, pois com sua proximidade com a guerra real, faz com que os efeitos sobre o público fiquem mais intensos.

A imprensa e a Ditadura Militar Brasileira

O Golpe Militar de 1964, no Brasil, foi um ato que acarretou grandes mudanças na vida de todos, inclusive, na vida da imprensa brasileira desta época.
Naquele ano de 1964 a imprensa sabia que tudo poderia mudar e mudaria para pior.

"A Nação, a democracia e a liberdade estão em perigo. O povo saberá defendê-las. Nós continuaremos a defendê-las." Correio da Manhã, 01 de abril de 1964.

Neste período de mudanças e da tomada do poder militar, todos os grandes veículos de comunicação da época (Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca, O Dia) estavam se mexendo para saber como seria esta mudança.
Com o golpe militar, e a ditadura imposta no Brasil, os meios de comunicação se vêem frente a tomar uma nova linha de "jornalismo" onde a censura era o principal ingrediente e o principal manipulador daquela época.

As emissoras de rádio e televisão seguiam duramente a censura, ou seja, tudo que pudesse ir ao ar era passado por uma espécie de junta militar para saber se era ou não "nocivo" a população. Com a forte censura, jornais da época começam a investir em pequenos quadros onde se passava uma mensagem subentendida da real situação. Chegava-se ao ponto dos meios de comunicação ser proibidos de mostrarem o fato real que estava acontecendo. Como por exemplo, a manifestação que aconteceu no aniversário do Rio de Janeiro.
Em outubro de 1975 Vladimir Herzog, é morto nas dependências da DOI " CODI, fato que choca a opinião publica é torna-se o estopim para declarar a repressão que se passa a imprensa. Herzog era professor de jornalismo da Universidade de São Paulo e o acontecido deu origem ao inicio da abertura no regime militar ditatorial.

Carlos Drummond de Andrade descreveu bem este período:
"É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso na esquina."

A Guerra do Afeganistão - a luta contra o terror

"A superexposição na mídia é prejudicial, danosa." conselho do pai de Osama Bin Laden
"Depois de mais de cinco anos controlando cerca de 95% do território do Afeganistão, a milícia Talibã se rendeu na madrugada do dia 6 de dezembro de 2001 em Kandahar, berço espiritual do movimento fundado pelo líder mulá Mohammed Omar em 1994."

"Quem se debruçou sobre a imprensa a partir de 11 de setembro de 2001 teve à disposição, por três meses, informações sobre o cotidiano de opressão do regime Taliban no Afeganistão, posto sempre em contraponto aos valores ocidentais da liberdade, democracia e individualidade. Representantes de vários governos europeus e dos EUA tiveram a chance de criticar a forma como eram conduzidos os negócios internos pelo governo Taliban, enfatizando várias vezes a questão do uso da burqa, a discriminação da mulher, a censura sobre os meios de comunicação e o uso do ópio como base financeira do Afeganistão. O que foi escondido do público pela imprensa é a estreita ligação entre os EUA e Osama Bin Laden, e o consentimento ao tráfico de drogas, consumida na Europa, e responsável por financiar as operações militares dos próprios norte-americanos em solo afegão. Se nossos ouvidos se detivessem nos discursos dos chefes de Estado durante os três meses em que o Afeganistão dominou a mídia mundial, poderíamos mesmo acreditar que havia uma total cisão de interesses e princípios entre a emergência política dos Talibans e os interesses estratégicos dos EUA na Ásia Central. No último trimestre de 2001, os jornalistas que abordaram a realidade política, cultural, econômica e estratégica do Afeganistão fizeram ligeiras referências aos anos de guerra civil da década de 1980, ao contexto de devastação em que emergiu o Taliban na primeira metade dos anos de 1990 para, por fim, tratar em 2001 o seu regime como uma realidade pronta num jogo de disputas regionais.

Considerando o imediatismo da linguagem jornalística e a sua necessidade de mostrar assuntos que envolvessem estratégia como um tabuleiro simplificado de jogo de xadrez a representar uma situação presente, os EUA não foram apresentados pela mídia, depois de 11 de setembro de 2001, como responsáveis pelo surgimento do regime Taliban; pelo contrário, figuravam como a potência que se opunha frontalmente a ele, enquanto o governo paquistanês era apresentado como o único oportunista da ocasião: apoiou o regime Taliban, mas frente à pressão "heróica" do governo dos EUA " que prometeram a suspensão das sanções econômicas e uma ajuda financeira de 600 milhões de dólares ", foi forçado a abandonar seu campo em 12 de setembro de 2001.

As lideranças que compuseram a Aliança Norte e os Talibans conseguiram uma unanimidade de apoio ou oposição muito tardia nos jogos de interesses regionais. Posições claras, bipolares, em relação ao Taliban, tais quais as observadas na imprensa no último terço de 2001, não existiam nem mesmo no interior do próprio ISI antes dos atentados de 11 de setembro. Os campos para heróis e vilões estavam bem mais borrados do que nos deixou ver o imaginário de terror construído nas histórias em quadrinhos norte-americanas de finais de 2001.

Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a televisão usou a espetacularidade das cenas da explosão e desmoronamento das torres do World Trade Center várias vezes, colocando ao fundo ou em tarjas pretas mensagens escritas que incitavam um revanchismo nacionalista. O resultado disso tudo foi claro: em questão de horas, o mundo voltou a ser bipolar. A retórica televisiva apoiada pelo governo norte-americano dividiu o mundo entre "bons e maus", incitando um sentimento de vingança" "Anunciava-se que havia grupos terroristas espalhados por sessenta países. O primeiro ataque seria ao Afeganistão. Por questões de segurança, segundo se disse, não foram apresentados documentos que justificassem a escolha do alvo. Nos dias que sucederam a tragédia, houve uma explosão de frases feitas. Acadêmicos, políticos e jornalistas disputavam um lugar na televisão. O consenso era quase absoluto, e dissentir passou a ser considerado antipatriótico.

A guerra contra o regime Talibã e Osama Bin laden foi noticiada como uma salvação para o povo afegão, em especial para as mulheres, oprimidas, em tese, pelo regime fundamentalista. Diante do olhar ocidental da democracia, seria fácil convencer que a destruição daquele país seria benéfica para o seu povo. A mídia ocupou-se em mostrar mulheres sem burqa, freqüentando escolas, usando maquiagem e usufruindo toda a liberdade norte-americana que foi conquistada. O aumento da pobreza com a guerra, as mortes de civis inocentes e as reais pretensões norte-americanas passaram longe dos noticiários. A guerra era, afinal, a "libertação" daquele país, segundo os meios de comunicação.

Iraque: a manipulação asséptica das agências de notícias

Antes de analisarmos como foi realizada a cobertura jornalística da Guerra do Iraque, temos que entender como se deu a consolidação das grandes empresas de comunicação como principais distribuidoras de conteúdo jornalístico no globo, a partir do fim da Guerra Fria.
Neste período, o papel dos correspondentes internacionais foi, gradativamente, substituído pela ferramenta das agências de notícias. Seja pela facilidade de receber rapidamente a informação desejada, sem precisar encaminhar um profissional ao foco do acontecimento ou pela economia por tornar desnecessário manter um jornalista em cada país centro de disseminação de notícias, o fato principal é que estas agências criaram um padrão universal de produção e reprodução de conteúdo.

Imediatamente após este movimento, as grandes mídias ao redor do mundo alinharam-se a este novo discurso visando garantir uma maior eficiência da produção e, conseqüentemente, facilitar o consumo do material noticioso. Como agravante temos o total desequilíbrio entre os lados que compõe uma pauta, ou seja, no caso da Guerra do Iraque as informações recebidas partem, exclusivamente, de um dos lados envolvidos na questão.

Dessa forma, os veículos que optaram pela seleção exclusiva do conteúdo enviados pelas agências não operaram como ferramenta de elucidação do público na cobertura sobre a Guerra do Iraque. Essas mídias, portanto, apenas reproduziram o recorte realizado pelos próprios envolvidos na guerra contra Saddam. Possibilitando assim, uma manipulação asséptica e invisível.

Ao fazermos uma releitura das diversas matérias publicadas sobre o conflito entre Estados Unidos e Iraque, percebemos com clareza o desequilíbrio entre o espaço concedido as duas vozes. Por exemplo, quando há baixas do lado iraquiano, as reportagens limitam-se a abordar o local e a quantidade de feridos e mortos, não existe a identificação individual dessas pessoas. Porém, quando um único soldado dos Estados Unidos morre em combate, seu nome, sua idade e até outras informações mais específicas são publicadas.

É claro que ideal seria equilibrar os pontos de vista das partes em discussão. Porém, não podemos deixar de mencionar que essa opção por divulgar conteúdo das grandes agências, em detrimento dos conteúdos das mídias de países menos desenvolvidos, está diretamente ligada ao um nível tecnológico que essas potências atingiram, além de questões de interesses econômicos que ligam as multinacionais que produzem os conteúdos e as mídias de países que consomem esses produtos.

Veja abaixo a análise de uma reportagem sobre a Guerra do Iraque, publicada em 15 de abril de 2007, pela Folha de S. Paulo:

"Carros-bomba matam 18 no Iraque; 2 helicópteros britânicos caem da Folha On-line"
Na manchete percebemos uma sutileza na informação: a morte de 18 iraquianos merece o mesmo destaque que a morte de 2 britânicos.

No desenvolvimento da matéria, o único dado sobre a morte dos iraquianos está nas duas primeiras linhas "duas explosões de carros-bomba atingiram um movimentado mercado em Bagdá em um distrito xiita". Mas, não sabemos como foram as explosões, nem que mercado foi esse e muito menos quem foram as vítimas.

A respeito dos britânicos somos informados adiante em seis parágrafos, incluindo um mapa do local onde caiu o helicóptero. "Aparentemente" houve um "acidente aéreo", "uma colisão ocorrida 19 quilômetros ao norte de Bagdá", "matando dois militares do Reino Unido e ferindo quatro".

Além disso, temos o depoimento "emocionado" do ministro da Defesa britânico, Des Browne: "Infelizmente, dois de nossos militares morreram, e um está ferido com gravidade. Todos eram britânicos. Meus pensamentos estão com as famílias".

África: mídia e guerras civis

A cobertura jornalística internacional sobre a África reflete uma tendência da imprensa em divulgar e super valorizar acontecimentos ruins em detrimento de refletir mudanças positivas. A mídia internacional está direcionada a sempre mostrar as mesmas coisas do continente, ou melhor, as mesmas visões estereotipadas, da pobreza e violência banalizadas pela mídia.

De acordo com pesquisas realizadas por organizações estadunidenses e européias, a imagem que americanos e europeus tem da África é predominantemente de um continente cheio de miséria, fome, pobreza, doença, corrupção e desmembrado pela guerra civil.
Existe uma tendência da mídia ocidental de relatar o continente por formas negativas em reportagens sobre África, com o objetivo de satisfazer audiências domésticas, interesses corporativos e governos locais. Divulga-se repetidamente que a África é formada de tribos primitivas e grupo étnicos que precisam ser civilizados, uma percepção defeituosa que transmite a idéia de primitivos que se odeiam secularmente e se matam uns aos outros.
Muito já foi debatido sobre a cobertura jornalística do massacre de Ruanda, que é o melhor caso para exemplificar o tipo de cobertura feita em abril de 1994, mas que é repetida, senão de pior forma, pela mídia internacional hoje.

Em abril de 94 a Frente Patriótica de Ruanda (FPR), formada por exilados Tutsi, comandou o genocídio de 800 mil pessoas em Ruanda, em sua maioria Hutus para a retomada do território. Além de ser um dado alarmante é importante ressaltar que o continente africano é repleto de guerras civis, devido, em sua maioria, por disputas de territórios entre tribos diferentes. Porém não se pode esquecer que a reterritorialização e todo o período de colonialismo, comandados pelas potencias européias e norte-americanos, deram o inicio a esses conflitos na África.

A mídia internacional reagiu ao massacre de forma omissa. Diretrizes econômicas que pautam a critica midiática desde aquela época, não mostraram motivações para uma cobertura sistemática e praticamente não houve comoção mundial. O massacre começou no mês de abril e a imprensa internacional só se deu conta, e começou a dar atenção ao fato, em maio, quando milhares de homens, mulheres e crianças já haviam sido mortos. Tal fato é que existem pouquíssimas imagens sobre o conflito e a que mais marcou foi a de centenas de corpos boiando pelo rio Kagera, localizado na fronteira entre Ruanda e Tanzânia. Onde não se sabe o que é sangue e o que é rio.

Acostumados com a alta tecnologia, achamos incrível notar que a guerra de contornos tribais " tribalismo estimulado pelos belgas, que inventaram a divisão entre tutsis e hutus para obter o apoio dos primeiros durante a invasão neocolonialista " foi também uma guerra de mídia, uma batalha radiofônica.

Focando na mídia local, é importante ressaltar, que ela esteve ligada e influenciou diretamente a milícia hutu. As rádios em Kigali, foram responsáveis, junto com o Exército de Ruanda, pela matança sem limites. Classificados de "baratas", os tutsis eram caçados pelos milicianos, pelas balas dos militares - e pelos microfones. Eram anunciados nomes de tutsis e como achá-los para serem mortos.

Guerras urbanas no Brasil

A Ética Jornalística são procedimentos e normas que regem o jornalismo. Uma conduta que um bom profissional deve ter, ainda mais quando tem a responsabilidade em informar a população. Atualmente, o jornalismo no Brasil está entre a imagem apelativa social e porta-voz da opinião pública. E obsessivamente a de empresa comercial que recorre a qualquer meio para chamar a atenção e multiplicar seu ibope, com notícias exageradas e sensacionalistas. Num mundo globalizado, de alto desenvolvimento tecnológico, onde dar o furo de reportagem acaba sendo mais importante que apurar os fatos, deixando de passar para o leitor a causa, o que levou, por exemplo, uma organização criminal como o PCC parar uma metrópole como São Paulo, após informar o leitor, telespectador ou ouvinte do fato em si os veículos de comunicação não se interessam em buscar maiores informações e concluir a noticia que foi transmitida, e a população acaba sendo vitima do excesso de informações. Onde pessoas mortas se tornaram estáticas, confrontos entre policiais e traficantes são manchetes quase todos os dias e as vitimas de balas perdidas se tornaram apenas a ilustração de um "drama". O jornalismo atual no Brasil atravessa uma fase de padronização das noticias, onde todos os veículos transmitem o mesmo assunto da mesma forma.
Atualmente para fugir desta padronização os blogs se tornaram os refúgios de jornalistas que querem informar o outro lado das manchetes diárias. Fazendo um jornalismo mais cidadão, que transmita uma reflexão, instigando o leitor a entender claramente o motivo que faz do Brasil hoje ter os mesmos riscos de um país em guerra. Onde estados como São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram apenas uma estática de criminalidade e ibope nacional.
"O jornalismo vale (a pena) se tivermos ânimo para ultrapassar as fronteiras proibidas, fronteiras bloqueadas pela censura, pela ignorância, pela mentira. Vale se tivermos os olhos bem atentos, para ver o delicado, o diferente, o invisível. É preciso coragem para se comprometer, para dizer o que se vê e o que se sente, sem medos, nem manuais." Fernando Evangelista, edição de dezembro da revista Caros Amigos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Livros:

HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos: O breve século XX. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

ARBEX, José Júnior. Showrnalismo: A notícia como espetáculo. 3ª edição. São Paulo: Casa Amarela, 2001.

MORAES, Mario Sergio de. O Ocaso da Ditadura - O Caso Herzog. 1ª edição. São Paulo: Barcarolla, 2006.

Internet:

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AZEVEDO, Carlos. Meios de comunicação como armas de guerra. Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2007.

OLIVEIRA, Lucas Kerr de. Guerra Fria: As disputas e manipulações ideológicas. Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2007.

VIANNA. Alexander Martins. Reações Fundamentalistas: Taliban e o Terror Conveniente. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2007.

___________________. Revista Época On-line. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2007.

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___________________. O assassinato e a redemocratização. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2007.

___________________. Regime Militar de 1964. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2007.

FRANCO, Bruno da Silva et al. Opinião pública internacional: conceito teórica, investigação sobre o tema e estudo de caso. Disponível em: . Acesso em: 26 abr. 2007.

_____________________. Condenados alguns responsáveis por massacre em Ruanda. Disponível em: . Acesso em: 26 abr. 2007.

_____________________. Ruanda: Causas e conseqüências da crise de refugiados. Disponível em: Acesso em: 26 abr. 2007.

JÚNIOR, Enio Moraes. Educação cidadã: Um caminho para ser jornalista. Disponível em: Acesso em: 27 abr. 2007.

_____________________. Ética jornalística. Disponível em: Acesso em: 27 abr. 2007.

Periódicos:

FANGANIELLO, Walter. Linha de Frente. Carta Capital. São Paulo, mar. 2007.

___________________. As pistas do Osamagate. Cadernos Diplomatique Lê Monde. São Paulo, jan. 2002.



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23/08/2007 - Comunicação Comparada - GLOBO CONDENADA A PAGAR R$ 350 MIL A DESEMBARGADOR
Ação foi motivada por reportagens que teriam 'ferido a honra' da família do magistrado...
08/08/2007 - Comunicação Comparada - SÓ HÁ VIOLAÇÃO DA HONRA SE JORNAL DIVULGA NOTÍCIAS FALSAS
Por dentro de legislação em comunicação.... ...
26/06/2007 - Comunicação Comparada - MERCADO DE COMUNICAÇÕES DEVE CRESCER 6,5% AO ANO ATÉ 2011
Até 2009 investimento em publicidade na internet devem ultrapassar gasto na impressão de jornais...
23/05/2007 - Comunicação Comparada - NELSON TRAQUINA: JORNALISTAS NÃO LIGAM PARA A TEORIA
"Por que os estudos teóricos contribuem pouco para melhorar o jornalismo? Deve ser porque os jornalistas lêem pouco sobre eles"...
02/05/2007 - Comunicação Comparada - OBSERVATÓRIO DE DIREITO À COMUNICAÇÃO É LANÇADO NA INTERNET
Instância de acompanhamento e fiscalização das políticas públicas e das mobilizações sociais no campo da comunicação, o Observatório é, segundo especialistas, um marco de pionerismo no Brasil que transcende a luta pela democratização da comunicação para estabelecer o paradigma do direito humano à comunicação....
02/05/2007 - Comunicação Comparada - EDITOR TAMBÉM RESPONDE JUDICIALMENTE POR MATÉRIAS OFENSIVAS
Cuidado na hora de assinar o expediente... ...
17/12/2006 - Comunicação Comparada - PESQUISA AFIRMA QUE MÍDIAS DIGITAIS SÃO MAIS POPULARES QUE OUTROS VEÍCULOS
Todos os meios, principalmente o impresso, estão buscando uma adaptação, um novo fôlego....
12/12/2006 - Comunicação Comparada - PESQUISA MOSTRA COMO A PROPAGANDA IMPRESSA E TELEVISIVA INFLUENCIA O CONSUMO DOS BRASILEIROS
No Brasil, as propagandas impressa e televisiva aparecem como principal fator de influência na escolha do presente...
28/11/2006 - Comunicação Comparada - MÉDICOS TEMEM 'GOOGLE-CONSULTÓRIO'
Estudo diz que site permite identificar corretamente doenças, mas há risco de automedicação e diagnóstico errado ...
14/11/2006 - Comunicação Comparada - ABRIL LANÇARÁ REVISTA 100% ESCRITA PELOS LEITORES
Considerado o principal lançamento da empresa nos últimos 10 anos, a publicação terá periodicidade semanal, tiragem inicial de 850 mil exemplares e preço de capa de R$ 1,99. Trata-se do primeiro lançamento da editora no segmento Vida Real...
24/10/2006 - Comunicação Comparada - COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
Publicação faz um balanço da produção nacional nesse campo do conhecimento. ...
24/10/2006 - Comunicação Comparada - O JORNALISMO CIENTÍFICO E O COMPROMISSO DAS FONTES
O bom jornalista procura recursos para qualificar a informação...
02/10/2006 - Comunicação Comparada - O FOGO CRUZADO DO JORNALISMO DE CIÊNCIA
Há uma pressuposição de que à imprensa cabe um papel passivo na divulgação científica. ...
28/09/2006 - Comunicação Comparada - REDAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
Para quem está de olho nos TCCs...
18/09/2006 - Comunicação Comparada - "JORNALISMO GONZO EXIGE PESQUISA PROFUNDA"
Prof. Tognolli inspira discípulos...
31/08/2006 - Comunicação Comparada - A INFLUÊNCIA DAS GRANDES MARCAS NA VIDA DAS PESSOAS
TCC aborda o imaginário das marcas...
09/08/2006 - Comunicação Comparada - COLUNISTA GAÚCHO É CONDENADO POR OFENDER ÍNDIOS
Corrêa é julgado por crime de racismo contra indígenas ...
06/04/2006 - Comunicação Comparada - O FUTURO DA NAÇÃO ESTÁ EM SUAS MÃOS
Escolha de profissão ainda é dilema...
29/03/2006 - Comunicação Comparada - EXIGÊNCIA DO DIPLOMA CONTINUA EM VIGOR
Legislação profissional permanece válida e que os registros de precários não têm mais valor. ...
15/03/2006 - Comunicação Comparada - MATO GROSSO APROVA COTA PARA PROFESSOR NEGRO
Depois da polêmica por conta da criação de cotas para estudantes, agora as universidades e o Ministério da Educação começam a discutir a criação de reserva de vagas para professores negros...
01/03/2006 - Comunicação Comparada - NOTÍCIA NO SEU CELULAR
Rádio Bandeirantes encontra novo nicho de mercado de informação...
22/02/2006 - Comunicação Comparada - CASO ESCOLA BASE
Desrespeito à ética do jornalismo e ao direito por Rogério Duarte Fernandes dos Passos...
22/12/2005 - Comunicação Comparada - JORNALISMO PÚBLICO: POPULAR OU POPULARESCO ?
Há cunho social no que está sendo escrito?...
22/12/2005 - Comunicação Comparada - JORNALISMO PÚBLICO: O RECEPTOR COMO FONTE
A teoria de David Berlo às avessas...
29/11/2005 - Comunicação Comparada - POR OUTRO LADO...
Brasil segue líder mundial em tempo gasto na Internet ...
02/06/2005 - Comunicação Comparada - ALUNOS E EDITORAS DUELAM POR XEROX DE OBRA
Associações de editores intensificam ações policiais e de conscientização; docentes recomendam cópias parciais ...
09/12/2004 - Comunicação Comparada - VERDADES QUE ACUSAM
Não fazendo muito mais do que a sua profissão manda, bons jornalistas arriscam suas próprias vidas para apurar casos que os envolvem em situações de risco, tudo pelo amor à profissão...
09/12/2004 - Comunicação Comparada - OFICINAS DE ENSINO GARANTEM MELHOR FORMAÇÃO
Alunos que participam saem na frente no mercado de trabalho...
25/11/2004 - Comunicação Comparada - NESTLÉ É A MARCA QUE MAIS RESPEITA O CONSUMIDOR
Empresa foi a mais votada em eleição organizada pela Rádio Bandeirantes ...



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