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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4183      Atualização: 26/09/2007

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 UniFIAM FAAM DIGITAL

  09/08/2006
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FORTMAÇÃO ACADÊMICA NÃO ASSEGURA EMPREGO E SALÁRIO

Nunca o mercado esteve tão fechado como nos últimos anos.

FORTMAÇÃO ACADÊMICA NÃO ASSEGURA EMPREGO E SALÁRIO Houve uma época, já distante, em que a obtenção de um canudo era a garantia de um bom emprego. Hoje, entrar numa universidade já não é tão difícil. A maior dificuldade, contudo, é sair da instituição e conseguir um emprego na área em que se formou. O estudante já entra para a universidade sabendo dessa condição, mas nunca o mercado esteve tão fechado como nos últimos anos. Assim como o Senai despeja anualmente milhares de novos torneiros mecânicos, mesmo sabendo que não existe mercado de trabalho para absorve-los, as universidades vão para o mesmo caminho. É cada vez mais comum encontrar bacharéis em engenharia, direito ou administração trabalhando em escritórios, no comércio ou em áreas completamente díspares. Quem tem apenas o 2º grau completo e pretende disputar uma vaga na área de televendas, por exemplo, vai se deparar com candidatos com nível superior, alguns desempregados há anos. Porém, isso sequer vai garantir a colocação dentro do mercado. Em áreas como televendas, não se exige formação específica. Assim, todos são nivelados pelo mesmo nível para brigar por um salário médio de R$ 300, além das comissões. Para procurar uma vaga no mercado de trabalho, mesmo não sendo na mesma área de formação, deve ter um diferencial. Caso contrário, estará competindo no mesmo nível dos demais. Uma pós-graduação não garante o emprego, mas já é um ponto a favor do candidato. Porém, não vai servir pra nada se ele busca um trabalho fora de sua competência. Em tempos de crise não há espaço nem tempo para o constrangimento diante de um mercado que não absorve os formados. Para tentar a sorte, muito optam em mudanças radicais como sair da cidade ou do estado. "Não há constrangimento diante da necessidade. Os que preferem ficar junto à família ou morar na região terão dificuldades", garante Silvana Cavalini Carstens, da Job Center, empresa de recrutamento e seleção de pessoal. O recado também vai para os desempregados. Quem não se atualizar ou perder os contatos, dificilmente terá como recuperar o tempo perdido. Ao invés de ficar assistindo televisão, esse profissional deve ocupar o tempo com cursos de reciclagem, de informática ou de formação. Até os que estão empregados devem se aprimorar para garantir a permanência na empresa. "Todos devem ir além da formação, não ficar apenas com o que se formou", aconselha. QUALIFICAÇÃO De acordo com Silvana Carstens, a crise piorou nos últimos dois meses, principalmente em setores como comércio e indústria. E mesmo quando há postos de trabalho, faltam trabalhadores com qualificação profissional, principalmente para vagas que exigem o 2º grau. "Eu peço para que todos façam cursos, que tenham esse diferencial para o mercado. Mas nem todos aceitam o conselho e muitos até se sentem ofendidos". Em suma: pior do que a falta de qualificação, é a falta de conscientização. O mercado está cada vez mais exigindo pessoas "prontas". Até para uma tranqüila vaga de porteiro se exige 2º grau e informática. A falta de conhecimentos de informática, aliás, é um caso típico. Na hora da entrevista ou de preencher as fichas, todos dizem que tem conhecimento de Word e Excel. No momento do teste, alguns sequer sabem onde fica o negrito ou como iniciar as células numa planilha de custos. Candidatas, mesmo com computador em casa, resolvem estudar o Word somente para tentar a conquista da vaga. Acabam aparecendo com grandes olheiras e sem saber de nada. Sessenta por cento são reprovadas. EMPREENDEDOR Por outro lado, muitos profissionais formados mas que trabalham em outras áreas, também estão conseguindo se realizar. O jovem André Luis Scarate, 27, é formado em administração de empresas pela Universidade Estadual de Maringá. Atualmente trabalha na área de editoração da UEM e não se arrepende. Está conseguindo um espaço numa nova área do mercado, fazendo revistas e trabalhando como webdesigner. É um caso típico do profissional que não parou no tempo. Pelo contrário: ele investiu na nova ocupação e não vê a hora de sair da fase de "incubação" para montar um escritório de consultoria. Esse é o espírito empreendedor que o mercado carece e exige. A questão é de sobrevivência. Scarate bem que poderia se contentar com o salário de técnico administrativo da UEM, na faixa de R$ 500, mas ele preferiu investir a experiência acumulada para ganhar até três vezes mais com trabalhos para terceiros. Também se prepara para o mestrado. EXPECTATIVAS Estudantes não podem criar falsas expectativas. A crise é geral, mas se concentra com mais intensidade na área de ciências humanas. Estudar quatro, cinco ou até seis anos na universidade, pagando mensalidades e livros caros, pode resultar numa profunda decepção. Jociani Pizzi, formada em jornalismo pelo Cesumar, esperava encontrar um mercado de trabalho mais profissional depois de receber o canudo. Ela se formou na primeira turma de jornalismo do Cesumar, em 2001. Entre os 19 novos jornalistas, apenas cinco estão trabalhando na área porque já mantinham vínculos com empresas de comunicação. A expectativa de todos era de que o próprio mercado fosse buscar profissionais qualificados, mas a situação se inverteu. Ao invés de contratar jornalistas formados, parte das empresas busca a figura do "training" (nova versão para estagiário) ou chegam a oferecer, até para o formados, salários de R$ 500, quase um terço do piso salarial (R$1,3 mil). A solução é buscar alternativas. Jociani Pizzi é secretária da presidência da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), mas não deixou de investir na carreira. Está fazendo pós-graduação em marketing e estuda propostas para assessorias e órgãos de imprensa até mesmo de outros estados. "Mas sair de Maringá para ganhar o mesmo que estou ganhando aqui, não compensa", analisa. Recentemente ela recebeu uma proposta indecorosa para assinar um jornal por R$ 100. Fonte: Walter Fernandes - Diário de Maringá



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