
Não ter grana para pagar a faculdade é uma realidade dos universitários brasileiros. A opção para quem tem um sonho grande, mas os bolsos vazios é correr atrás de uma bolsa de estudos, seja ela oferecida pelo governo, como é o caso do ProUni (Programa Universidade Para Todos), buscar outras fundações que dispõem de tal benefício ou, até mesmo, a universidade em que deseja tanto ingressar, já que muitas delas premiam os melhores
candidatos do vestibular com isenção no pagamento da mensalidade. Há, porém, outra opção interessante para quem tem "algum" para pagar, ainda que seja uma pequena mensalidade por mês: os financiamentos.
Diferentemente das modalidades existentes para a compra da casa própria ou do carro, os financiamentos estudantis não são famosos pelos juros exorbitantes, mas sim, pelas opções populares que tentam facilitar ao máximo a vida do estudante na hora de honrar seu compromisso. Em geral, o aluno pode contar com até 50% de desconto na mensalidade e tem entre seis meses e um ano para começar a pagar pelo que utilizou. Na maior parte dos
casos, o valor corresponde à mesma porcentagem da mensalidade vigente, sendo que
alguns financiamentos podem ter até 6% de juros embutido. O FIES (Programa de Financiamento Estudantil) mantido pelo MEC (Ministério da Educação) é a modalidade de crédito educativo mais conhecida. Seu objetivo é financiar a graduação de estudantes que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação. Contempla alunos regularmente matriculados em instituições privadas cadastradas no Programa e com boa avaliação no MEC.
Alunos do ProUni (Programa Universidade para Todos) que têm bolsa de 50% do valor da mensalidade podem financiar 25% da parcela. Para os alunos que estão fora do ProUni, o programa financia 50% da mensalidade. Existem, porém, outras instituições filantrópicas e
fundações regionais sem fins lucrativos que também oferecem o crédito educativo como
opção para quem deseja ingressar no Ensino Superior. A Fundaplub (Fundação
Aplub) é um desses exemplos. Mantida pela APLUB (Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil), ela é uma entidade de previdência privada aberta sem fins lucrativos. Sua meta é participar ativamente na formação de futuros profissionais, por meio de um instrumento de apoio a estudantes que não possuem meios financeiros suficientes para concluir os estudos universitários. Clique para saber mais. O Cebrade
(Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino Superior) iniciativa do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) foi lançado em 2003. O centro foi criado com o intuito de gerir um sistema de crédito estudantil rotativo, pela concessão de bolsas de financiamento pelas universidades conveniadas.
Com isso, o objetivo é o de reduzir os altos índices de inadimplência das instituições privadas de Ensino Superior. O benefício (parcial ou total, conforme o caso, fixando uma porcentagem sobre o valor da mensalidade) é concedido ao aluno pela própria instituição de Ensino Superior em que estuda por intermédio do Cebrade. O estudante precisa apresentar fiador ou avalista para que possa ter acesso ao benefício. Clique para saber mais. O Estado do Rio Grande aplica meio por cento da receita líquida de impostos próprios na manuntenção e desenvolvimento do Ensino Superior Comunitário do estado. Parte destes recursos são destinados ao PROCRED (Programa de Crédito Educativo da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul) que tem como objetivo conceder o crédito educativo para alunos de graduação com insuficiência de recursos próprios ou familiares. O benefício é de até 50% do valor da mensalidade. O aluno tem até um ano de carência para restituir o valor financiado com correção de acordo com a mensalidade vigente e um acréscimo de 3% calculada sobre o valor total da dívida do beneficiário.
Ponte: Portal Universia
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