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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4183      Atualização: 26/09/2007

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  09/08/2006
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CHEGOU A MINHA VEZ!

Estudantes contam como encararam a experiência internacional

CHEGOU A MINHA VEZ! Para dizer se vale a pena fazer intercâmbio e como é a experiência em cada momento, nada melhor do que conversar com quem já fez. Mas vale lembrar que mesmo que você vá para o mesmo lugar, na mesma idade que um dos seus amigos foi, as coisas podem ser bem diferentes. Afinal, cada um tem uma percepção própria da realidade. "Todo mundo me amedrontava dizendo que eu ficaria sozinha numa casa que não conhecia, numa família que não me daria liberdade. Eu achava que era um bicho-de-sete-cabeças. Mas não foi. As coisas foram acontecendo naturalmente", conta a estudante de Publicidade da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) Nathalie Maschio Maccabelli, que foi para a Nova Zelândia no primeiro semestre do segundo ano estudar numa high school (Ensino Médio), por seis meses, em 2001. Ela queria aperfeiçoar o inglês e fugir um pouco da rotina no Brasil. "Estava cansada de tudo, queria inovar", afirma. Mas é preciso tomar cuidado para não deixar a empolgação tomar a frente e acabar se precipitando em fazer uma viagem ao exterior. Conversar com os pais e ter certeza de que está preparado para essa é experiência são passos fundamentais. Foi o que Nathalie fez e, por mais que na época que foi pudesse ser prejudicada nas matérias do vestibular, acha que escolheu o momento certo. "Quando você é mais novo, tem menos responsabilidades, então vive tudo com mais intensidade. E quando se é mais velho, já tem mil preocupações, vai para lá pensando em tudo que largou aqui. Acho que é um pouco mais difícil", acredita a jovem. De volta ao Brasil, ela correu atrás do prejuízo, estudou bastante no segundo e terceiro anos, e passou de primeira no vestibular. Mais preocupada em não correr o risco de perder conteúdo para o vestibular ou prejudicar as aulas na faculdade, Mariana de Souza preferiu terminar o Ensino Médio para fazer um curso de inglês na Inglaterra, antes de prestar vestibular. "Fui logo que fiz 18 anos, tinha acabado a escola, não tinha compromisso com nada aqui, não estava empregada, não fazia universidade. Foi um momento bom da minha vida", relembra. Mas ela alerta: "Tem que ser muito corajoso e independente porque, chegando lá, você realmente está sozinho. Vai ao mercado sozinho, vai para casa sozinho". Tudo isso, segundo ela, tem um grande benefício: o amadurecimento. Sem medo da solidão, o estudante do terceiro ano de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero Rafael Bierrenbach Takano aproveitou as férias da faculdade para fazer um programa de trabalho para universitários nos Estados Unidos. "Achei que era um oportunidade única de trabalhar, me divertir, conhecer a cultura dos EUA, treinar a língua inglesa e tudo isso sem gastar, mas recebendo", conta. Foram três meses trabalhando em uma rede de restaurante e quase um mês viajando sozinho de carro pelo país. As férias da faculdade não duram quatro meses. Por isso, Rafael acabou perdendo um pouco das aulas, mas - fazendo um balanço dos prós e contras - achou que valia mais a pena aproveitar a oportunidade e viajar para conhecer outros locais do país. "Eu estava com uma grana legal, meu patrão me incentivou. Preferi perder quase um mês de aula para depois correr atrás e recuperar", afirma. Além da experiência pessoal, o jovem acredita que ganha benefícios do lado profissional também. Para ele, ter trabalhado com outra língua e outra cultura é muito valorizado pelo mercado, uma vez que os trabalhos realizados nesse programa não têm ligação com a área de formação do estudante, o que traz a já famosa flexibilidade, tão cobrada no mercado profissional hoje em dia. E ele gostou tanto da primeira experência que pretende repetir a dose. "Vou para trabalhar, mas não deixa de ser um intercâmbio cultural. Por isso vou fazer de novo, é a última chance que tenho como universitário", completa Takano. Fonte:Folha de S.Paulo INTERCÂMBIO EXIGE ESFORÇO EXTRA Com professor particular, no cursinho ou na escola, é preciso recuperar conteúdo perdido Durante seis meses ou um ano, o jovem experimenta a vida de estudante em outro país. Mora com uma família local, vai à mesma escola que os outros adolescentes, assiste às aulas e se diverte como eles. Mas um dia o intercâmbio acaba. É hora de voltar para o Brasil e, de repente, o vestibular. "A gente volta e é um "boom", já está tudo acontecendo. Não estava com esse pique todo e fiquei meio desesperada", conta Juliana Palhares Garcia Amoroso, 21, que, durante o ensino médio, passou seis meses nos Estados Unidos e voltou no começo do terceiro ano. Passado o susto da chegada, os intercambistas precisam recuperar o conteúdo perdido na escola e logo são tragados pela ansiedade do vestibular. "Quando voltei, tive um pouco de dificuldade de acompanhar. Não é tão fácil. Fiz aulas particulares de física e de matemática. As matérias nas quais eu já tinha facilidade consegui acompanhar. Mas tive que estudar, fica uma lacuna e você tem que dar uma corrida atrás", conta Juliana, que hoje cursa o quarto ano de turismo na PUC. A gerente nacional de "high school" do STB, Vivian Laureano, explica que a orientação do Ministério da Educação e a exigência de grande parte das escolas é que o estudante faça, pelo menos, cinco matérias quando estiver fora: inglês (ou a língua do país), matemática, uma da área de ciências, uma da de humanas e educação física. Ou seja, uma parte daquilo que será exigido no vestibular acaba ficando para trás. "Tem escola que só pede três matérias, outras pedem sete. Também depende do país, no Canadá, por exemplo, o intercambista só pode fazer quatro matérias, na Holanda, até 12 ou 13." De acordo com professores, é fundamental fazer um esforço extra para conseguir recuperar as matérias que não foram vistas. "Eles podem perder algum conteúdo, até porque os conteúdos não são idênticos. Alguns são aproximados, matemática, por exemplo, mas história é muito diferente", afirma a psicóloga e coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Ângela Soligo. "É importante retomar aquilo que a pessoa sente que faz falta, no cursinho, com professor particular ou até dentro da escola, com um programa de estudos. No geral, elas ajudam na volta." Para muitos jovens, conciliar o sonho do intercâmbio com a necessidade do vestibular assusta. Nathalie Maschio Maccabelli, 21, afirma que isso era uma preocupação. "Eu morria de medo de ir por causa do vestibular. Na volta, conversei com os professores e eles se dispuseram a me ajudar. Peguei as apostilas anteriores para dar uma revisada. Foi tranqüilo, consegui recuperar", diz ela, que entrou na faculdade sem fazer cursinho e hoje cursa publicidade na Faap. Escolas orientam alunos e fazem exigências quanto ao conteúdo Quando um aluno pensa em fazer intercâmbio, as escolas têm coisas a dizer. O melhor momento para ir, quanto tempo ficar, quanto estudar e o quê. No colégio Santa Cruz, por exemplo, a recomendação é ir no segundo semestre do segundo ano. "É mais curto, tem as férias de verão para se adaptar na volta e tem o terceiro ano inteiro para estudar e passar no vestibular", explica Fábio Luiz Marinho Aidar Jr., vice-diretor-geral do colégio. Recuperar a matéria perdida, segundo ele, especialmente para os alunos medianos, "não é tranqüilo, não". "Em algumas situações, sugerimos professores particulares. Em geral, o aluno não retoma o que perdeu. Dá como perdido. Cursinho de seis meses é uma boa solução." Já no Vera Cruz, o intercâmbio nessa fase é desaconselhado. De acordo com Lucília Bechara Sanchez, diretora do ensino médio, "não é hora de interromper vínculos". Se o aluno resolver ir assim mesmo, deve cursar quatro matérias do currículo, além do inglês e da educação física, e precisa ter conceito no mínimo C para poder voltar no semestre seguinte. Lucília acha que uma boa solução é viajar depois de se formar no ensino médio. Por ter ano letivo diferente e o curso ter duração maior, muitos países aceitam esses estudantes. Foi o que fez Caroline Balaz, 17. "Acabei o terceiro ano e fui para a Nova Zelândia. Quando eu pensei em ir, já estava no terceiro e, nesse momento, acho que não é uma boa coisa viajar. É um ano essencial, tem revisão da matéria, e eu queria ficar com todo mundo, viajar e participar da formatura." Especialistas são a favor da experiência Educadores são favoráveis ao intercâmbio, mesmo que isso tenha um preço ao estudante. "Pensar que um intercâmbio atrapalharia seria se pautar demais pelo vestibular. Desses programas disciplinares, sobra muito pouco para a vida. Seguramente sobra muito mais dessa experiência", afirma Nílson José Machado, professor da Faculdade de Educação da USP. Ele diz ainda que esse é também o momento de amadurecer os interesses para a escolha da carreira. Para a psicóloga e coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Ângela Soligo, a viagem, "em termos de enriquecimento pessoal, é muito boa". "Se [o aluno] foi bem preparado ao longo da vida, não são seis meses que vão mudar. Mas é necessário gastar dois meses para recuperar e rachar de estudar." Ela ressalta que voltar para a antiga vida nem sempre é fácil. "Nessa época, as coisas mudam muito. Passa um tempo até ele se adaptar e retomar amigos e hábitos. Às vezes, não se adapta àquela velha forma, outros têm adaptação rápida." Para jovens, viagem vale a pena Nem sempre a volta é fácil. Muito estudo, readaptação e, às vezes, o sonho de entrar na faculdade atrasa um ano. Mas quem participou de um intercâmbio não se arrepende. Gabriel Berla, 21, passou um ano nos EUA e voltou na metade do terceiro ano. Quando prestou vestibular para direito na Fuvest, não foi nem para a segunda fase. "Quando voltei, tive dificuldade. Me concentrei mais em passar no terceiro ano e rever meus amigos. Sabia que essa preparação não seria suficiente para passar direto. Achei que valia a pena a experiência", conta. O jeito foi dedicar um bom tempo aos estudos. "Fiz um ano de cursinho bem puxado porque tinha um rombo nas matérias. Mas não me arrependo de jeito nenhum. Nem que tivesse que fazer dois anos de cursinho", diz ele, que hoje estuda na USP. Por mais que o vestibular preocupe, muitos jovens acreditam que não devem abrir mão do sonho por causa dele. "A gente é muito novo e essa experiência vai trazer muito mais do que sair correndo para passar no vestibular. Foi a experiência da minha vida", diz Juliana Palhares Garcia Amoroso, 21, que ficou seis meses nos EUA, voltou no início do terceiro ano e conseguiu entrar na faculdade no final do ano. Independência, amadurecimento e, claro, um outro idioma. Segundo os intercambistas, são muitos os benefícios que a experiência traz. "Você aprende a viver sem a família, a se virar sozinho. Cresce muito. Além de melhorar o currículo porque morou fora e sabe outra língua fluentemente, o que abre espaço no mercado de trabalho", afirma Sarah Salles, 17. Ela voltou há poucas semanas dos EUA, já prestou vestibular para comércio exterior e foi aprovada. Nathalie Maschio Maccabelli, 21, mostra um outro lado do intercâmbio: conhecer uma outra cultura. Ela esteve na Nova Zelândia e conta que as matérias são muito diferentes, por exemplo, culinária, marcenaria ou mídia. "Achei bem mais fácil. Lá eles pensam mais em ter qualidade de vida. Em qualquer coisa que fizerem vão ter dinheiro para viver tranqüilos. É outra cultura total." Fonte: Constança Tatsch - Folha de S.Paulo



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