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Desde: 06/12/2001      Publicadas: 4183      Atualização: 26/09/2007

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 AGENCIA DE NOTÍCIAS

  09/08/2006
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PESQUISA VIRTUAL OU CÓPIA REAL?

Cada vez mais, a internet é o principal meio de comunicação e consulta utilizado pelos jovens. Hoje em dia, existem ate mesmo sites especializados que contam com professores on-line para tirar duvidas dos estudantes.

PESQUISA VIRTUAL OU CÓPIA REAL? No entanto, segundo alguns críticos, a facilidade de acesso aos mais diversos tipos de informação ocasionou uma superficialidade das pesquisas escolares. São freqüentes os casos de alunos que copiam na íntegra trabalhos encontrados em sites da rede. "Existem duas causas centrais para o mau uso da internet: falta de orientação adequada, por parte do professor, e falta de uma 'educação para os meios', por parte da escola. Não é suficiente que o professor diga apenas para que os alunos pesquisem na internet sobre um determinado assunto. Dessa forma, o aluno se limitará a escrever o tema proposto em uma ferramenta de busca e entenderá que cumpriu a tarefa quando encontrar uma porção de sites", declarou a doutora em educação pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Andrea Ramal. De acordo com Andrea, os professores devem orientar seus alunos a partir dos objetivos que pretendam atingir com a pesquisa. "O professor precisa pedir ao aluno que pesquise visões diversas em sites por ele indicados. E necessário também que o aluno compare essas visões, ou dirija a pesquisa fazendo questões que dependam de uma elaboração própria, e não que estejam prontas na rede. Ao mesmo tempo, a escola como um todo precisa incluir no currículo a 'educação para os meios', ensinando a usar a Internet de forma crítica", afirmou. Para Andrea, é necessário que as escolas revejam seus conceitos de avaliação pedagógica, já que muitos alunos só se mobilizam para um trabalho de pesquisa quando o mesmo vale nota. "O 'mercantilismo' do nosso sistema educacional é um grande problema, que de certo modo estimula essa visão pragmática, tão típica do mundo de hoje. Essa visão consiste no fato de as pessoas preferirem fazer algo que valha alguma coisa. Esse pensamento contaminou a escola, pois atitudes que não trazem um retorno imediato são menos valorizadas. A gratuidade, o lúdico, o contemplativo, passaram a ter menos valor nos nossos currículos. Os professores precisam comprar uma briga nada fácil contra esse mercantilismo e estimular a visão de que as atividades são válidas, mesmo que elas não se reflitam em pontos na média. A avaliação não pode ser encarada como uma moeda de troca, e sim como uma forma de o aluno perceber que pode melhorar", comentou a professora. Escolas incentivam a repetição, e não a criação Segundo o professor de Educação on-line, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Marco Silva, o grande problema não é a internet e sim o modelo de avaliação proposto pelas escolas. "As escolas trabalham com o sistema de repetição e não o de criação. Logo, se a própria escola trabalha dessa forma, os alunos apenas estão seguindo o sistema imposto por ela. Porém, se a escola estimulasse, desde o início da carreira estudantil, o aluno a criar e a apresentar coisas novas, o famoso 'copia e cola' não existiria", disse. Para o professor, existem várias formas de descobrir se o aluno fez um mau uso da rede. "Quando desconfio de um trabalho, procuro digitar trechos dos textos apresentados em sites de busca. Entre outras formas de identificação também está a análise da linguagem utilizada pelo aluno, muitas vezes diferentes daquela habitual usada por ele. Para isso, o professor precisa dedicar um tempo maior durante a correção dos trabalhos. Além disso, se o professor tiver dúvidas em relação ao conteúdo do trabalho, é possível aplicar um teste oral no aluno para conhecer o seu domínio sobre o tema", explicou. Marco destaca ainda que o trabalho de colagem pode ser muito inteligente. "Quando o aluno possui uma ponto de vista crítico sobre o assunto, ele pode fazer um emaranhado de colagem e construir um trabalho interessantíssimo. A criação está, exatamente, na zona de fronteira entre os cacos, ou seja, em como o aluno vai articular um caco com o outro. Nessa articulação estará a sua autoria, sua originalidade. O colar fragmentos em si não é problema, porém o professor precisa ajudar o aluno e mostrá-lo que, apesar deste ser um trabalho digno, nem sempre o aluno poderá se valer deste recurso. Muitas vezes ele não terá fragmentos para colar. Ao mesmo tempo que ele exercita o 'recorte e cola', ele pode exercitar a autonomia com base no que tem em mente, sem ter um material de apoio", concluiu. Internet x livros: qual a pesquisa mais eficiente "A internet é um poderoso banco de dados, uma enorme biblioteca a disposição dos estudantes. Este ponto deve ser aproveitado", afirmou a doutora em Educação pela PUC-Rio, Andrea Ramal. Porem, a má utilização da rede acaba criando uma certa nostalgia em relação a época em que só existiam os livros e enciclopédias para a realização das pesquisas escolares. Afinal, qual o método de consulta mais eficaz a ser utilizado pelos estudantes na produção de trabalhos? De acordo com Andrea, é importante que as escolas recomendem aos alunos os sites mais confiáveis e aqueles que podem ser enriquecedores para quem busca conhecimento na internet. "A internet e uma fantástica ferramenta de comunicação e o professor pode se valer disso para levar os estudantes a intercambiar experiências com alunos de outras escolas e ate mesmo de outras cidades e países. Até o professor pode se beneficiar desse mesmo recurso. O risco é quando a rede e usada de forma superficial e o aluno passa horas navegando sem se aprofundar em nenhum assunto. E como se ele passasse um dia inteiro numa biblioteca, mas só folheando os livros", destacou. Segundo o professor de Língua Portuguesa e coordenador do ensino médio do Colégio MV1, unidade Tijuca, Miguel Bastos, a pesquisa em livros mostra-se mais eficiente em alunos acomodados e sem interesse. "Nesse caso, o livro é mais recomendado, pois o aluno tem que ler, interpretar e redigir o seu próprio texto. O livro também é mais completo. Se o aluno e desinteressado e não apresenta consciência critica, acaba acreditando que o recorte e cola da internet e um texto ou um trabalho de sua autoria. Acredito que uma pesquisa na internet, para ser bem feita, deveria adotar o mesmo procedimento feito antigamente com os livros: consultar vários sites, fazendo uma triagem e produzindo um texto", avaliou. Na opinião da estudante do 2º ano do ensino médio, Fernanda Burack, o uso da internet nas pesquisas escolares e uma evolução. "A rapidez das buscas nos auxilia e a pesquisa também se torna mais atraente do que nos livros. Na internet, temos acesso a todas as culturas do mundo. Podemos destacar também que a busca e mais fácil do que nos livros", disse. Já para o aluno Igor Daher, os temas são assimilados mais facilmente quando as pesquisas são feitas nos livros. "Quando pesquisamos nos livros prestamos mais atenção, pois precisamos ler, entender, para podermos resumir o assunto e falar sobre o tema. A internet distancia os alunos dos livros e até as crianças das fábulas. A leitura nos da capacidade crítica. Além do que, é muito mais confortável ler um livro do que algo que está na rede. O livro é melhor para a mente, com ele você se distrai, imagina a história. Na internet a gente faz muitas coisas ao mesmo tempo. Por isso, muitas vezes, não conseguimos prestar atenção no que estamos lendo", colocou. Fonte: Joana Martins - Folha Dirigida






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